Não há caminhos rápidos para seguir, há caminhos. É imprescindível não confundir o caminho com o viajante ou com a viajem. Há caminhando, por isso que não interessam os caminhos breves. Não há vivido, há vivendo, por isso que não interessa as vidas breves.
Esta questão também aparece quando se trata de dinheiro, porém o dinheiro é o beneficio extraordinário do trabalho, da produção.
Isto quer dizer que não há maneira de se relacionar com o dinheiro, com o aprender e com a saúde sem que de alguma forma seja mediado por aquilo que o põe em relação. A saúde está em relação com a psicanálise, o estudo está em relação com a leitura e o dinheiro está em relação ao trabalho, por isso que se aceitamos esse processo podemos encontrar o caminho, a via que não é de ninguém e que pra alcançar é preciso estar caminhando nessa trilha, se trata de viver em lugares onde existe isso.
Caminhar e seguir o caminho caminhando.
Falar é amar e se falamos desejaremos.
Psicanálisando-se, lendo e trabalhando se faz um nó, esse é um dos nomes do amor: fazer-se amar. Um amor que acarreta um trabalho, já não é amar e ser amado, nessa dimensão narcisista, é fazer-se amar, um amor pulsional, onde está incluída outra idade, onde há outro. Esse outro por existir nos recorda que somos mortais. então podemos dizer que sem o outro a morte não existe.
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