El valor del Psicoanálisis. Madrid, 8 de octubre de 1981
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Com a palavra cada um faz o que quer. Quem tem gastrite a utiliza como alcalino para diminuir a acidez estomacal. Cada um faz o que pode com sua enfermidade, que normalmente é o que quer. Por isso é preciso duvidar do que um quer porque quer o que pode e pode o que sua mãe desejou e isso já faz muitos anos, bem antes de existir o desejo de sua mãe.
Pontadas no coração, espasmos anais dolorosos, tosse noturna convulsiva, ejaculação dolorosa, menstruação dolorosa, menstruação a cada 15 dias ou cada 4 meses simulando uma gravidez, ou simulando tumores. Isso também a psicanálise cura.
- E o que poderia ser na realidade a presença de um tumor no corpo?
Eu diria que um tumor em um grupo pode representar o que o tumor representa: um corpo estranho. E um corpo estranho em um grupo além de ser um tumor é também uma nova idéia, uma nova concepção, uma critica sobre um funcionamento. Teria que investigar porque esse integrante marca o corpo estranho na forma de tumor e não na forma de idéia, de um projeto. Assim é mais valente se coloca o seu corpo a serviço de seu protesto e não põe seu sujeito, ou seja, não põe seu discurso a serviço de seu protesto.
Estou dizendo que em uma Escola de Psicanálise não se pode esconder os sintomas porque esse é o motivo pelo qual as instituições psicanalíticas têm que começar a dogmatizar e a transformar em doutrina o que é descobrimento. O desvio da teoria a serviço da resistência. Vamos ter que mostrar nossos sintomas, nossos atos falhos, nossos erros, para que alguém se anime a interpreta-los. Para que alguém entre nós tenha a idéia de que uma interpretação é um instrumento de transformação do real.
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Miguel Oscar Menassa – Diretor Internacional do Grupo Cero

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