Não há crueldade mais cruel que a loucura. Nem bondade nem amor que possam conte-la. É sensivelmente a palavra, que tocada pelo laço estabelecido retirará do psicótico o que lhe sobra.
Por não faltar nada ao psicótico a única coisa que importa a ele é o desejo da mãe onipotente e sem faltas, já que ele é um penduricalho que completa a mãe.
No psicótico o Outro não está fora do corpo de sua mãe, ele mesmo não está fora do corpo da mãe. No psicótico há algo único, completo, imortal. É essa unidade, esse paraíso quase sem voz, o que o psicótico defende com unhas e dentes e não é tarefa fácil arrancar o psicótico de sua mãe, porque isso significa, exatamente, arrancar o sujeito dos braços e ferir-lo de tal maneira que por essa ferida aberta no inconsciente, será sexuado e morrerá.
Não se trata do rechaço do três edípico, que até os animais trazem essa representação, mas sim uma condição como mortal que é do ser humano. Aquele vazio que introduz no sujeito o quarto como representante da morte. Essa rachadura que anuncia que tudo vai terminar um dia, isso é que o sujeito rechaça. Não ao Outro, porque a linguagem segue sendo tratada, é a metáfora que vai substituir o desejo da mãe pelo nome do pai, que representa a imortalidade pelo gozo que desprende o sujeito psíquico da espécie e o mata.
Miguel O. Menassa - Psicoanálisis y Psicosis- Actas 1988
Pois vejo que o psicótico é como um filho que berra a procura do seio materno. Não há lugar para onde ir. Ele é ausente de capacidade quando seu estado aflige o que a moral nos ensina. Enigmático, assim como Lender e outros tantos psicóticos. Por isto os convido a ler sua história que está escrita em meu livro.
ResponderExcluirhttp://booklender24x7.blogspot.com
Autor: Max Diniz Cruzeiro
Livro: Lender
Gênero: Ficção/Psicodrama
sim...o psicótico vive um pedido de socorro constante.
ResponderExcluirum forte abraço
e valeu pela dica do livro