terça-feira, 13 de julho de 2010

TEMPO DO INCONSCIENTE


Na primeira descrição sobre o inconsciente, Freud já mostra algo sobre a existência de uma marca do trágico que não é resolvida pelo ponto de vista estético ou psicológico, mas sim desde o conceito de uma temporalidade diferente que fala de um presente... um presente onde as coisas acontecem, um presente que é no ir e vir das coisas, no ponto médio do que vai e do que chega.

Define então um aparelho ao qual chama de inconsciente onde algo da percepção chega sempre modificado e que ao mesmo tempo algo se ausenta para sempre.

O presente se torna uma articulação do que já não é, do que já passou, juntamente com o que não é de fato, o que nunca foi porque não há como ser marcado por algo exatamente como esse fato ocorre...são as percepções que formam as marcas após haver uma interpretação..

Dois movimentos se conectam entre si e deixam um espaço aberto por onde chegará outro, aquele que lê o escrito, que pronuncia a interpretação e que nesse ato vai provocar um deslocamento desloca o tempo presente em uma presença, presença que é resultado de uma produção inconsciente.

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