quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ALGO SOBRE O CORPO DA MULHER...



São duas vias postas em jogo, uma passiva, que consiste em se fazer objeto do desejo, e outra ativa, que se move sempre em busca do Outro inconsciente. Foi feita uma associação da via passiva referente ao feminino e da via ativa com o masculino, mas na realidade o desejo sexual está articulado com o significante e o significante não reconhece a diferença anatômica em nenhum outro símbolo que não seja o falo. São dois pólos que vão oscilar entre uma identificação com ser o falo e outra identificação onde se tratará de ter o falo.


O feminino, essa via passiva que corresponde com uma identificação do ser em um objeto de desejo, é considerado as vezes como o inominável, termo que evoca o horror à castração, mesmo que ao feminino também podemos referir como um lugar topológico, como quando dizemos “A Mulher”, é indizível porque ocupa o lugar do que na palavra, resiste à palavra. Ocupa esse lugar vazio que a palavra somente desloca e não alcança.

As vezes todo o corpo da mulher faz um mito da causa desse desejo inacessível e se transforma em um objeto. Ou seja, mantém a qualquer preço um sonho de um gozo mais além do signo da separação, que é primeira brecha que representa o falo. A mulher encarna esta ilusão, e esta ilusão aparece em todas as suas relações e assim uma aposta ao impossível instala o fantasma feminino, ser objeto de desejo.


seguimos na próxima com mais sobre o feminino.

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